Voadores bem vindos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lançamento Lampejos diVersos

Convido para o lançamento do livro em que participo com alguns poemas!
Este livro é o resultado da união de
 "pessoas que costumam lançar um olhar raro sobre o cotidiano!"

Para adquirir é só clicar no blog da editora.

Para ver melhor é só clicar na imagem!


http://editorapandion.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia e noite juntos



Momentos mágicos acontecem,
Quando estamos distraídos
Sem notar...

O amarelo do entardecer toma conta de tudo
Como uma bruma em todos os tons
Do amarelo ao vermelho
Te envolve no Todo

Tudo a nossa volta fica assim
Por segundos...
Minutos até...

É o aviso que um dia especial termina
Em reverência se despede
Sublimando  aquele breve segundo
Em que a noite e o dia finalmente ficam juntos

É a maior declaração de amor
Que em resposta a noite nos dá
Depois de enaltecer o sol 


A mais linda noite inicia
Com toda a luz do luar
A brilhar...

Iluminando os apaixonados
Que se amam e se encantam
E se envolvem

Nos tons de azul
Que a lua cheia oferece
Venerando
O astro rei que se foi!!!


Cláudia Anahí

domingo, 9 de outubro de 2011

Palavras poemas e poetas

Recomendo este blog, é um espaço de poesias e um encontro de poetas.
Fui agraciada com a postagem de um poema meu. Agradeço de coração e envio beijos de luz!!
Ótimo passeio a vocês em "palavras poemas e poetas"!!!Espaço aconchegante e acolhedor.
Bom domingo a todos!


http://palavraspoemasepoetas.blogspot.com/


Cláudia Anahí

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brisa


Uma brisa
Chegou sem aviso
Sem pedir licença
Com delicadeza

Retirou o véu que fazia do meu mundo cinza
Que escondia a beleza...
Aquela que flui da alma
De todo artista
Que tem o poder de mostrar
As sutilezas
Que retinas comuns não podem ver

Essa brisa tomou conta do meu viver
Me envolve e me afaga
Em cada palavra doce e suave
Mostrando o sol de cada dia
Inundando de energia a magia
Que vive em mim
E me faz voar...


Cláudia Anahí

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um Par de Asas


Um par de asas
Para voar o além mar
Para inspirar  e alegrar

Um par de asas que me leve ao fundo da alma
Que me traga a mesma calma
Quando me entrego à paz

Alço vôo no meu mundo
Onde crio fantasias
Que  torna real
O amor incondicional

Com o par de asas
Lá de cima
Vejo a samsara
Como um formigueiro cego
Frenético e enlouquecedor

Graças a essas asas
Posso experimentar
O prazer de ser feliz

Cada vez que eu  encontro
Em mim
A inabalável certeza
Que tenho olhos para ver
E um coração para sentir
Além, muito além do medo

Que escraviza os sonhos
E paralisa o viver!


Cláudia Anahí

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vento em ciclos


Assim como o vento traz
Algo inesperado
E jamais pensado

Assim como a vida dá voltas
Sempre voltando ao final
Trazendo um novo começo

Assim tu virás com o vento
A mudar todos os meus rumos
Num redemoinho de emoções
Uma tempestade de ilusões
Até encontrar o meu prumo

E juntos
Entregues  à correnteza da vida
A nós
Mais  um ciclo se mostrará
Para um novo começar
Que a maré nos trará


Cláudia Anahí

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu sou


Muitas vezes sou guerreira
Enfrento o que vier
De cabeça erguida
E olhar em frente

Muitas vezes sou frágil
Me perco em maus pensamentos
Me entrego ao mau momento
Em um casulo me fecho
Espero o cinza apagar
Para ver o sol brilhar

Muitas vezes sou sábia
Quando a palavra cala
E o silêncio fala

Percebo ser indispenável
Toda e qualquer superação
Ser inabalável na impermanência
De todos os momentos
Em todos os tempos
Que carrego em mim

Sou responsável pelo olhar do mundo
Reflexo do meu ser
Sou o que vejo nos outros
Recebo o que ofereço
Colho o que plantei!

Cláudia Anahí

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Hino do Rio Grande do Sul





Letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

domingo, 18 de setembro de 2011

Ser do Sul

Estamos na semana farroupilha,
 semana esta que lembramos quem somos,
 gaúchos,filhos desta terra de que tanto orgulho temos




Ser do sul
É ter orgulho do seu chão
Da sua cultura
De seu povo
Da sua história

Dançamos as mesmas danças que nossos antepassados
E com as mesmas vestimentas
Louvamos a nossa bandeira
Cantamos nosso hino de  amor
À nossa terra trigueira


Ensinamos aos nossos filhos
Os valores que aprendemos na infância
 E trazemos para a cidade
Os costumes da velha estância

Chimarrão no fim da tarde
E o churrasco no domingo
No ritmo  do bombo leguero
Escutamos os versos campeiros
Que nos lembram de onde viemos
E nos indica para onde iremos!



Cláudia Anahí

sábado, 17 de setembro de 2011

Tempo de Reconstruir


Compaixão
É o que podemos ver nos olhos e atitudes das pessoas
Ao ver o mundo chorar
Ao ver a água derrubar
As casas e os sonhos
A esperança e a permanência


Um recomeçar
É o que fica
Se desvendar e iniciar do zero
Se refazer
Se reconstruir

Não apenas as casas e as ruas
Reconstruir o homem
As almas
Os pensamentos e sentimenstos

Isso é o que temos que fazer
Para que a natureza se acalme
Como se acalma nossa mente ao contemplá-la serena

Reconstruir os corações
Que não entendem a impermanência da vida
Reconstruir o modo de pensar
O modo de agir
O modo de sorrir
E de sentir

É tempo de reconstrução
Não do externo
Mas do interno
Começa por nós
Pelo pensamento
E também pelo sentimento

Para que tudo ao nosso redor
Emane paz
Amor
E luz!

Cláudia Anahí

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Casa


Ambiente aconchegante
Acolhedor
A minha cara
A tua cara
Nossa casa

Casa de tijolo
Casa de barro
Casa de telhas e madeira
Casa de casal, casa de filhos
Filhos sem casal
Filhos com mãe
Filhos sem pai
Filhos com mai
Filhos com pãe
Pais sem filhos
Filhos sem lar
Casal sem par

Pedra, madeira tijolo
Carater, moral e respeito
Fundações paredes e telhado
Amor, autoestima e carinho

Seja como for
Com alegria e cheio de cor
Com flor
E muito amor
Nossa casa
Será sempre
O espelho  da nossa alma
E do nosso coração!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quem és pra mim


Quando o amor é puro e livre
Ele nutre a alma
Aquece o coração
Libera as mais elevevadas emoções

Haja o que houver
Eu espero
Serena e feliz
Pois o amor que tenho em mim
Liberta o ser amado
E o que  exala do coração
O proteje e o acompaha


Saber quem és para  mim
Me fortalece
Mesmo estando longe
Mesmo que não saibas
O que tenho em mim
Levarás para sempre
O sentirás
E o multiplicarás!

Cláudia Anahí

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Meu Amor Por Mim

Não sou uma alma que chora
E sim
Uma alma que aflora

Sou uma alma que adora
Ser tal qual a  flor
Que a cada amanhecer
Tem como companhia
O orvalho e seu frescor

Sou uma alma que voa
Até os confins do universo
E faz mover com meus versos
Os corações em esplendor

Com minha alma
Escuto os sons
A música  e a dança
Que movem meu corpo
Por pura emoção!

Sou  criadora do meu mundo
Onde vou em um segundo
Ao encontro de outro ser

Sou o todo e sou o nada
Capaz de me embriagar aos poucos
Com o  perfume do vento
E a beleza de uma flor

Me emociono com a cor
Do arco-íris que levo
Cada vez que venero
A natureza e o seu valor

Sou uma alma que chora
De alegria e não de dor
Por possuir  essa magia
Que me traz um novo amor!

Cláudia Anahí

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ninho Vazio


Triste sina de ser mãe
Pois tens que criar
As asas de teus filhos
Deves passar a eles
A força e a coragem
Para saber voar

Pensas até em cortar suas asas
E mantê-los sempre
Protegidos pelas tuas

Mas sabes
Que esssa
Não é a função das mães

Então procuras novamente
A força gravada em ti
Para segurar teu filho com firmeza
E lança-lo ao ar
Gritando

Voa filho, Voa!
Voa alto!
Voa longe!

E por favor...
Não olhe para atrás,
Jamais olhe para atrás...

Com o coração dilacerado
Precisas ordenar que não volte
Que siga seu rumo!

Para que jamais perceba
Nos olhos da sua mãe
A dor e as lágrimas
Que o peito oprimido provoca
Ao ver seu ninho...
Vazio!

Cláudia Anahí

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sementes


O que é a vida?
É um passar simplesmente
Sem deixar sementes?

É um acumular
Riquezas e supostos amores
Nobreza ou pobreza?

Penso que a vida é mais do que isso

É oportunidade de aprender
A não só passar pela vida
Mas aproveitar cada segundo
Cada átomo fecundo

É perceber que somos Um
Todos ligados e interligados
É saber que mesmo sem querer
Despejamos sementes

E essas sementes, renascerão
Belas e formosas
Ou feias e manhosas
Juntando-se a seus semelhantes
Fortalecendo e aumentando o quer que seja

Cuidado com as sementes que despejamos pelo mundo!
Elas crescerão e se multiplicarão

Que sejam sementes de pensamentos
De sentimentos
Que fortaleçam
A luz e não a sombra
A paz e não a guerra
O amor... jamais o ódio!

Cláudia Anahí

domingo, 28 de agosto de 2011

Todo o Nada

De un hombre
Quiero todo su mirar
Fijo a mis retinas

Quiero todo su calor
Todo su sabor
Su toque, su aroma
Su aliento en mi oído
Quiero todo su cuerpo

Pero eso...
No me basta!

Quiero toda su mente
Quiero toda su alma
Quiero toda su energia fundida en la mía!

Ya sé...
Que no se encuentra en cualquier esquina
Quizás
Pasarás una vida sin lograrlo
Entonces
Como no puedo tenerlo a TODO...

Me quedo sin nada
Sola con mis pensamientos
Y mi espejo!

Cláudia Anahí

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Alegria Plena


Dizem que existe vida dentro de ti
Que não é  a tua
Duvidas...pois nada sentes

Até que teu corpo muda
E mudam também teus desejos
E sentes no teu ventre
Movimentos que não são teus

A tua barriga cresce
E cresce também teu sentir

Constróis o ninho

Até que chega a fisgada
Anunciando com a água que escorre
A chegada do novo ser

Então percebes

A força do universo nas entranhas
E passas a respirar sem fôlego
E a sentir a dor a te empurrar
Com o vigor da natureza
Que não imaginavas possuir

E quando pensas não aguentar mais
Depois de um último urrar

Desvaleces...

Escutas então
O choro da vida
Que grava em ti
A força de ser mãe

Que faz a dor sumir
Que cala o choro
E dá lugar ao riso...

É que

A  Alegria...

Nasceu!


Cláudia Anahí

sábado, 20 de agosto de 2011

Perdão




A mais difícil
É a jornada do perdão

Como perdoar quem te deixou sem chão?
Quem te enganou e te traiu
Dizendo com palavras,
E apenas com palavras
Que o amor entre duas almas
É real e verdadeiro

É aí que compreendes
Que nada sabes sobre o amor!
Pois como dizem os poetas
E as palavras de Deus

O amor é a descoberta
Que liberta
E jamais aprisiona

Então percebes, estupefacta!
Que nada sabes sobre o amor!

E a dor te ensina
Que tu
Que nunca traístes, nem mentistes
Também...
Nunca conhecestes o amor

É então que a jornada termina
Com o perdão no fim da estrada
Te esperando como um pai a seu filho
Que finalmente aprendeu a lição

Que antes de perdoar ao outro
Tens que aprender
A perdoar
A ti mesmo

Cláudia Anahí


Teoria e Prática




Como é fácil a teoria
Como é difícil a prática

O saber e o conhecimento
De nada valem
Se a prática
Não os valida

Mas...e o medo?
Como supera-lo?
Como o  isolar
Para que possamos nos atirar?

Temos a teoria
Mas a ironia
Do destino
Te tira do eixo
E te abandona
Na agonia

E só o que fica
É o que poderia ter sido.....
E não foi!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Proporção


A procura da exata proporção
Está na natureza do homem
A procura do equilíbrio
Entre o céu e a terra
Entre o paraíso e o inferno
Entre o racional e o clamor do coração

A busca da divina proporção
Do  corpo e  alma
Do real e do imaginário
Da ilusão e a ficção

É só no silêncio da mente
Que a gente sente
O equilíbrio do Um
A natureza total em nós

Pois nos tornamos essa áurea proporção
Onde estão os ciclos da história
A evolução da espécie
E a multiplicação
Da vida!


Cláudia Anahí

domingo, 14 de agosto de 2011

Porto Seguro


 
Nelson Hugo Larrosa - O melhor pai que alguém poderia sonhar ter!

                               

Fiquei sem âncora
Num porto ilusório
Remei com pressa
Para meu porto seguro

E estava lá
De braços abertos a me esperar
Com suas palavras sábias
A me consolar

Me reconstruí
Para recomeçar
A nova jornada
Que começa a se mostrar

Mas...as torres imponentes
do meu porto
A força e a coragem
O alento e o consolo
Adoeceram
Tornando-se frágeis

Largo tudo e me ponho a cuidar
Quem sempre cuidou de mim

Mas eu cochilei...
E no meu cochilo
A sombra da morte se aproximou

Acordei quase a tempo...

Lutei por quatro dias
Quatro longos dias
Segurando o fio de prata
Que estava quase a se partir

Como Ulisses
Aprendi que nada somos
Além de humanos sem poder...

Fiz a escolha que ele faria
O meu sofrimento
Jamais o dele

De joelhos
Entreguei o fio
Ao Grande Oceano do Um
Decretando,
Ainda esperando milagres,
Que seja feita a Vossa vontade

Em minutos, Sua vontade se fez
Perdi os sentidos...

Me atirei no Grande Oceano
A seguir meu pai
Para ser levada pela mão
Como ele fez nesse mundo

Não consegui alcança-lo
Pois os gritos me laçaram
E me trouxeram de volta

Mãe! Mãe!
Olhos assustados
Carentes e medrosos
Olhando em mim
Um norte, um porto, um prumo...

Voltei a sentir
As forças entranháveis do Universo
A me levantar
E a me colocar
Imponente
Em frente ao leme

Acontece então o milagre.
Não o que eu queria
Mas o que estava escrito

Começo a navegar
E a viver
Sim, porque navegar é preciso
Mas para mim
Viver também é!

Cláudia Anahí

sábado, 13 de agosto de 2011

Sorriso


O sorriso de um filho
É como bálsamo benfazejo
Acalma a alma
E limpa a aura

O brilho no olhar
A confiança na vida
A busca do melhor em si
A superação dos medos

Traz o  riso que iliumina
A continuação da batida
Do teu próprio coração
Que voa longe de ti
Na conquista de outro chão!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lágrima de um filho


A lágrima de um filho,
 É como ácido no coração de uma mãe
Corrói mortalmente, mata as esperanças
Não existe dor maior
Que ver seu rosto em sofrimento
Que a tristeza no peito alheio e a impotência frente a isso

Queres gritar, urrar, correr, matar se for preciso,
Qualquer atitude farias
Para trazer de novo  aquele sorriso
Em seu rosto puro e inocente

Mais uma vez a espera....
A quietude frente ao imutável
Nada a fazer
Seja o que for é irrelevante

Ele tem que superar sozinho
Ele tem que aprender que o sofrimento
Serve para crescer e evoluir
E aprender que o sorriso
Só depende dele

Ele deve aprender a ser homem e superar por si
Aprender que não se pode ser vítima a vida inteira
Que vítimas não existem
Que somos nossos próprios algozes

Deve aprender que se quiser que algo seja diferente
Terá que fazer a diferença
A pena e o choro nada realizam
Só fragilizam

Respiras fundo procurando nas profundezas do teu ser
Mais uma vez as forças do universo
O olhar firme e confiante
Que reflita a força
Que ele tem dentro de si
Para dizer


Filho!
Estufa o peito
Respira fundo e vai!
Enfrente a vida
Derrote os medos
E voe livre!!!


Cláudia Anahí


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mai ou Pãe

Esta postagem do dia 21 de fevereiro de 2011, tem tudo a ver com a semana do dia dos pais...é uma homenagem 
                                   às mães que também  são pais...ou aos pais que também são mães...

                                           jun-pierre shiozawa- Hera e Zeus

Ser pai e mãe ao mesmo tempo
É tarefa cruel e difícil
Só és capaz de prosseguir por esse caminho
Ao ver o resultado
De tal zelo e carinho

Aprendes ao executar
A encontrar nas profundezas do teu ser
A autoridade do pai
E a ternura da mãe

E como dói
Meu Deus como dói!

Ter que manter intacto
O olhar duro e repressor
Pois foi te tirado o direito
Que toda mãe tem
De consolar seu filho
Quando percebe que ele errou

Precisas continuar firme
Sem expressar ternura
Ensinando a primeira lição
Que todo pai ensina ao filho

Que o seu precioso tesouro
É o seu caráter formado
Baseado na  integridade e segurança
De cumprir a palavra dita
Seguindo os valores universais

E como fica a mãe amorosa?
Que fazer com ela?

Só resta esconde-la num quarto escuro
Que proteja o choro abafado
E esconda a lágrima caída
Por não ter seu filho
Direito à candura e consolo

É preciso esperar...
Quieta, em silêncio...
Até perceber na postura e olhar do fillho
Que aprendeu a lição

Chega então a alegria
Que transborda o coração
Libertando a mãe escondida
Desejosa de emanar seu amor

Como se liberta um pássaro encarcerado
Que voa ao encontro de seu ninho
Cumprir os desejos de seu instinto
De proteger o filhotinho.

Cláudia Anahí

domingo, 7 de agosto de 2011

O Frio

                                        Tadeu Vilani-http://www.tadeuvilani.blogspot.com/Passo Fundo - RS

O frio acolhe
ou encerra
Aconchega
ou endurece
Junta ou isola

Lareira, vinho, cobertor
Chimarrão para aquecer a mão
E a  conversa num fogo de chão

Geada, chuva e dor
Tudo passa a ser sem cor...

Depende de cada um,
Como tudo na vida,
Escolher o modo de sentir o frio

E como reagir a ele...


Cláudia Anahí

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dia de Sol




Como é bom um dia de sol
Depois de tantos dias de chuva!
É como a certeza depois da esperança
É como a saudade que traz a lembrança
Da felicidade que sempre se alcança!

Sair para a rua
Sentir a brisa ainda fresca
Lembrando que o inverno ainda não se afastou
Mas temos o sol que sempre ficou

Respirar esse ar
Transformar esse amar
Que envolve e transforma
Em doar sem retirar
Em viver, sonhar e voar!

Essa troca com a natureza
Os cheiros que o vento traz
Seguido do canto que o passaro faz
Renova a alma
Libera o espirito
Que alcança a paz!



Cláudia Anahí

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ensinar a Arte de Viver

Depois de ensinar
A caminhar
A falar e a desenhar

Começas a ensinar
As pequenas grandes coisas...
Começa o divisor de águas
da vida adulta

Ensinar a fazer um mate
Com todo seu simbolismo e tradição
Ensinar a sorver e cevar

Ensinar a sentar
A dançar e até seduzir
Com um simples olhar
Ou um belo sarandeio

Ensinar a trabalhar
Responsável e honesta em cada atitude
E todo dia
Fazer o seu melhor

Ela precisa aprender
A amar
Começando por si mesma
Alimentar a autoestima
E a respeitar a sintonia
Que a diferença com os outros traz

Aprender a deslisar com teus sapatos
E um dia te surpreendes!

Os passos que escutas
Altivos e firmes de salto alto
Com o mesmo ritmo e melodia do teu caminhar
Não são os teus
São dela!

Tua menina
Tua pequena
Já anda por si!

Num andar parecido com o teu
E o sonho muito maior
do que o que Deus te deu


A mesma marcha e jeito de olhar
A faceirice e criancice
A alegria de viver e a vontade de voar!

É o momento de perceber
Que enquanto ela floresce e desabrocha
Descobrindo suas próprias asas

Tu secas um pouco a cada dia....
Trocas a ansiedade por serenidade
A angústia pela espera
A esperança pela certeza
De fazer acontecer...ou deixar morrer.

Cláudia Anahí

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Alegria!









Cabeça erguida
Coração aberto
Consciência tranquila
De fazer o bem sem olhar a quem
Com a alma liberta

Ando assim pelas ruas
Sem dívidas nem mesmo com inimigos
Pois o mal é deles e para eles voltam
Em troca
Só a luz que me protege

Exalo amor por todos os poros
A todas as coisas de todo o universo
Pois assim a vida me dá e recebe
Canções e melodias
Que embalam o espírito
Cheio de alegria
A construir
A própria fantasia!


Cláudia Anahí

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Onde está você?

Onde está você?
Para onde estão voltados seus olhos?
Qual sua cor?
Quem é você?

Cavalheiro,
Honrado e justiceiro
Tens em tua bandeira selado
O amor total e incondicional

Mistura de anjo e guerreiro
Destemido, corajoso
Doce e carinhoso

Gentil homem
De sábias palavras
E olhar de águia
És forte e seguro o bastante
Para enfrentar o medo da entrega


Retiro meu véu de ilusão
E espero serena
Pois sei que vens sem demora

Aos meus braços descansar
E no meu coração
Te alojar.


Cláudia Anahí

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Segredo



Estamos de passagem
Por um mundo
Que construímos
Com nossa mente
E nosso coração

O amor é o segredo
De tão simples e singelo
Ninguém o entende ao certo

O amor não morre
Ele fica com quem ficou
Ele é levado por quem nos deixou

Esse amor alimenta a alma
E inunda nossos dias
Como um sol entranhável
Que nos levanta a cada dia
Para mais uma lição

A de buscar dentro de si
O por quê de estar aqui!


Cláudia Anahí

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ciclos


Quando percebemos
Com o passar do tempo
Que é a vida feita de ciclos
De impermanência
De incertezas

Tudo fica mais leve...

Existe o tempo do caos
Do vácuo
Da espera...

Existe o tempo da mudança
Interna e depois externa

O tempo da alegria
Do êxtase
Da rotina
Do vazio...

E começa tudo de novo
Depois de se perder tudo

Qual o segredo?


Não sei...talvez
Curtir ao máximo tudo e qualquer coisa
Sabendo que já já vai acabar
Pra começar diferente outra vez

Cláudia Anahí

domingo, 24 de julho de 2011

Solidão



A solidão machuca
Quando se perde de si
Qaundo o convívio consigo é insuportável
Quando não se pode escutar mais
O que a alma clama

Sufocar sentimentos
Escravisar sensações
Isolar ilusões
Esconder as emoções
Oprime e deprime o ser...

Entregue-se!
Entregue-se a si mesmo
Entregue-se ao sofrimento
Ao choro ao grito à dor ao amor ao que for...
Entregue-se!

Assuma!
Assuma o que sente
O que fala o corpo
Quando a mente engana.
Assuma o que o coração lhe diz
Enfrente o medo
Assuma riscos!

Se o amor é a ausência do medo
A solidão é a ausência de amor
Do maior e mais sublime amor
O amor por si mesmo!


A entrega....liberta!

Cláudia Anahí

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ahora es la hora



Quien vivió la vida por los otros
Abdicó sus sueños por la voluntad ajena
Abrió mano del vivir la vida
Por llevar sus penas
Siempre con la sonrisa abierta
Y su mirar lleno de amor

Hoy llega el tiempo
De recordar sus ilusiones
De añorar sus vuelos

Levántate y anda con tus piernas y  deseos
Que ahora es la hora de soñar y volar
De volverte a ver
Conversando con las estrellas
Escuchando el mar
Y sintiendo el viento a decirte

Que ahora es la hora
De vivir por ti
Y ser feliz… 

Cláudia Anahí

sábado, 16 de julho de 2011

Luz Própria





Dizes que a solidão açoita
E o sofrimento é tanto
Que a tua alma se esconde
Na inexistência da luz

Meu coração se contrai
Num agitado sofrer
E como um raio disparo
A teu socorro correr

Vou com minha luz
Desintegrar tua solidão
Devastar teu sofrimento
Sem esmorecer

Até que vejas em minhas retinas
Que a  luz que te iliumina
E revela tua alma
Nunca foi minha...

Sempre foi tua
Espelhada em mim!


Cláudia Anahí

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Volver 17 años




Volver 17 años atrás
Me trae  los mismos sentimientos de hoy
De hacer nascer una vida
Que empieza
 "tan frágil como un segundo"
  
Hoy nasce una vida casi adulta
Volando sus primeros intentos de hacerse mujer
Que ayer se hizo tan niña
Tan mía 
Muñequita de mi querer

Hoy te dicen "eres mía'
Y me parece tan absurdo!
Yo te engendre, te cuidé, te crié
 y no eres mía...

Me voy enredando en esos pensamientos
Y mirando de lejos
Esa sonrisa tan dulce
De niña pícara
De "pureza original"


Alegría eres tú
Mi hija niña
Vuela firme y serena 
Que esta vida te espera
Para hacerte mujer!


Cláudia Anahí

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pinocho



PORQUE ANGUSTIA VERTE MORIR LENTAMENTE
DONDE EL DOLOR ES MAS DOLOR
DONDE LA AGONIA ES LA ANTESALA DE LA MUERTE
DONDE EL DESTINO PUSO PUNTO FINAL
DONDE SU VIDA SE APAGA LENTAMENTE
Y SUS SUEÑOS Y METAS QUEDARON ESPARCIDAS Y CONSAGRADAS
COMO UN DON DIVINO.


SON TRISTES LOS FINALES
ES AUN MÁS ESTE FINAL
EVOCAR PENAS SOLO TRAE TRISTEZA
PASIÓN, AMOR Y LUCHA SON METAS QUER FIJASTE SIEMPRE
AHORA, DESCANSA EN PAZ.

Darlindo Correa / Silvia Alvares Monterrubio

terça-feira, 12 de julho de 2011

Água Limpa




Querem ferir o Xingu
Querem voltar ao tempo do "descobrimento"
Descobrimnto da ausencia de amor
Descobrimentto da falta de intuição
Falta de sabedoria
De ética
De respeito

Quinhentos anos e ainda estamos no mesmo barco
Do desmatamento
Da extinção
Do extermínio de etnias (14 etnias vivem no Xingu!)
Do descaso


Destruindo o proprio planeta
Destruindo a esperança de um mundo justo e solidario
Destruindo os pulmões da terra
O alimento dos peixes
O alimento dos homens
O alimento da alma

Querem destruir os últimos seres
Intérpretes de Pachamama
Os únicos seres humanos ainda pertencentes - e não intrusos - de Gaia
O elo entre o céu e a terra

Os verdadeiros donos desta terra
Como se a terra pudesse ter dono...
Pudesse ser dominada e extraída
Sem que recebam  a resposta
De tal crime ediondo...

Trocar a água limpa
Por eletricidade...
Trocar vida
Por morte!


Claudia Anahí

quinta-feira, 7 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Anjo




Viestes como um anjo
Abrindo tuas asas
A espalhar tua doçura,
Tua candura

A  limpar as mazelas
Varrer agonias
E acabar com as agruras

Retiras a doença
Com um bisturi ou com um sorriso
Devolves ao corpo e a alma
Saúde, alegria e prazer

Acabas com a tristeza
E devolves a certeza
Com toda sua beleza

Que a vida vale a pena 
Ser sorvida
Como o mais doce dos doces
Com   sabor de  chocolate

Que o amor incondicional sempre diz sim
Que a felicidade não precisa ser procurada
Que todos temos nossa missão a cumprir

 
Anjo, amigo, irmão, paixão
Por onde andas
Espalhas o bem, a luz
E a compaixão

Vai... voa!  Segue voando e procurando
Sem medos, com o coração liberto
Alguém mais a  iluminar e sanar
Alguém mais para amar...


Cláudia Anahí

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amar...




Amar
É incondicional
Pode ser surreal
De tão fenomenal

O amor real
Nada pede
Nada exige
Só existe
Exala e envolve

Amizade é amor
Sexo é amor
Dar e receber
Prazeres e tristezas
Dividir as profundezas
Da sua alma e sua beleza

Amar não tem compromisso
Não tem promessas nem condições
Amar é simplesmente dar sem esperar
Ser sem querer ter.

Amar é doar e se doar
Sem apego
Amar é a ausência do medo
É a coragem de deixar o outro voar livre
É viver o agora sem pensar no nunca mais....


Cláudia Anahí

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Luz no fim do túnel


Sinto que estou desintegrando
Como a imagem no computador
Ou na televisão
Que os pixels se desintegram se desencontram

Como uma casca que me envolve
Como a pele de uma cobra
Como as penas da águia
Como a placenta que  liberta


Não sei onde estou nem para onde vou
O que me espera,  me afaga ou me maltrata?

Indefesa como um recém nascido
Me vejo em posição fetal
Ainda querendo o abrigo do útero
Ainda sabendo que tal proteção não há
Nem virá...
´
Somente eu, esse novo ser que surge a cada dia
Poderá me proteger
Ou me socorrer!


Vejo então uma luz no fim do túnel...

Seja o que for
QUE VENHA!

Levanto meu corpo
Estufo o peito
Sacudo as asas...

Estou pronta, 

PODE VIR!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Abismo


Qualquer passo que eu der
Pra frente ou pra trás
Para um lado ou para o outro
Pra cima ou pra baixo
Eu caio no abismo
No vácuo ou no caos

Só poso ficar estaqueada como uma estátua
Sem mexer nem uma molécula
Parada
Imóvel
A espera...

O pior dessa espera
É não ter a menor idéia do que está por vir
para onde correr ou como se esconder

Não sei o que virá
Se é que virá...

Quem sabe não é o fim?

Enquanto espero nesse abismo por todos os lados
Só sinto o frio
Que o vento trás
Por detrás
Dessas velhas e cansadas mazelas...


Cláudia Anahí

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ilusão



Ah esses poetas...
Insistem em falar de amor!

Sabem que o amor romântico é uma ilusão
E mesmo assim convidam
A voar nessas asas
Por rotas imaginárias
A extravasar sentimentos..

Quando se embarca nesse vôo
Sobe-se tão alto que
O amor entorpece e a paixão cega

A alegria de viver corre nas veias e exala pelos poros
Escuta-se a música desde as entranhas
e a dança ao sol e a lua é tão natural como o vento que a embala

Até o dia que se descobre
Que as asas são imaginárias
E tudo não passa de ilusão

E a caída de tão alto
Despedaça de novo
O pobre coração

De novo perde-se no espaço
De novo o viver sem rumo
De novo se fecha por dentro
Como um caramujo num labirinto

De novo se pergunta
Viver? Pra que?
Se tudo não passa de uma ilusão?

Pobres poetas...


Cláudia Anahí

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eu sou o Xingu



Eu sou o índio que se alimenta de peixes
Eu sou o peixe que nada no rio
Eu sou o rio que corre feito serpente

Eu sou a energia limpa dos ventos e das marés
Eu sou a criança que corre nua pela mata
Amiga das feras, Curupiras e Iaras


Eu sou a floresta que traz a cura
Eu sou a sabedoria desta terra que não tem dono
Eu sou aquela que sana  todos os males
Eu sou a natureza em todos os lares

Eu sou Gaia
Eu sou Pachamama
Eu sou o sol
Eu sou a lua
E todas as estrelas

Eu sou todos nós unidos
Pela preservação
Do Brasil

Livre de usinas
E de  Belos Montes arcaicos.

Eu sou o pulmão do mundo
Eu sou a água limpa

Eu sou o Xingu!


Cláudia Anahí

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Águia



Existem momentos
que é preciso se esconder
se proteger
se enrolar feito um caramujo
e assim ficar por um tempo...
em silêncio...
esperar

contemplar apenas
entrar no nada
ser o nada...
o vazio...


nesse vazio por dentro, começar a esvaziar por fora
esvaziar o coração de sofrimento
esvaziar a cabeça de preocupações
esvaziar as gavetas de bugigangas
esvaziar a alma de frustações e penas...


se transformar como a águia
que se retira por 150 dias!
retira as garras que não caçam mais
o bico que está por demais distorcido
as penas que não a deixam voar tão alto

e espera...a renovação!


todo processo de renovação é dolorido
 é como nascer denovo


 dói.................mas liberta!


Cláudia Anahí Aguilera Larrosa