Voadores bem vindos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Felicidade


foto retirada do

Felicidade
São breves momentos
Mágicos na vida

Como brincar com teu pequeno
E rir até cair no chão
E de tanta gargalhada
Doer até pra respirar

Felicidade
É ver teus filhotes crescendo
Enfrentando os medos
E se superando
É receber depois aquele olhar
Cansado, confiante e sorridente
Do saber  que é capaz

Felicidade
É parar de lavar a louça
Para dançar a música que passa no rádio
É cozinhar rebolando no ritmo
Da batucada do filho na mesa

É dançar junto com filme
É dançar sozinha na sala
É dançar pulando com as crianças no sofá

É ouvir a súplica desesperada:
"Mãe tem visita
Faz de conta que você é normal
Nada de canto lírico
Nada de gargalhada fatal
E muito menos rebolar com a Shakira!"

A maior felicidade
É o reflexo nos teus olhos
Do sorridente olhar dos pimpolhos
Gritando


Mãeeee 
Como você é malucaaaa
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!

Cláudia Anahí

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Devaneio




Em devaneio
Eu acho um meio
De criar meu mundo
Que seja alheio
Por um segundo

Minha alma voa
E fico a toa...
Que coisa boa!

Essa energia
Onda de alegria
Cheia de magia
Será sempre meu guia

E por um segundo
Torno eterno
O meu mundo
De paz e amor fecundo!

Claudia Anahí

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Verdadeiro Ser


Quando cometemos erros
Esquecemos quem somos
Nosso ser se envolve em névoas

O véu da ilusão escurece
Nos vemos através dos outros
Escondemos nossa alma
Perdendo assim toda a calma

Ao entrarmos no interior de nós
As nuvens evaporam
E a luz se enaltece

É então que conseguimos ver
Nos outros
E em nós mesmos
A chama divina do coração

Entendemos que é preciso errar
Para aprender a  lição
Que nossa jornada oferece

O amor e o perdão
Em nós deve sempre aflorar
Como benfazeja benção
Do nosso Eu superior
Que nos une ao Todo
E nos torna Um
Com todo o universo

Cláudia Anahí

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Volta de um Mundo Abandonado



O Mundo Criado
Foi abandonado
Esquecido
Deixado de lado

Frente ao esquecimento
Vem o desalento
Do sentimento
Daqueles doces momentos

Mas...sem mais nada a esperar
Sem nem perceber
Ele volta a piscar
Sua frágil e singela luz

Envolve em suaves teias
Surpreende
Invadindo de ternura
A simplicidade do Agora!


Cláudia Anahí

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Floripa




Ah Floripa...
O verde exuberante
Cobrindo teus morros
Que chegam ao azul
Como carícias ao mar

Que ritmada paisagem!

O peito se contrai de dor
Ao  ver as estradas
Rasgando tuas matas
Como veias abertas
Sem jamais cicatrizar

Será que o homem não vê
Que ao concretar sua terra
Está concretando sua própria alma?

Será que não sente
Que o asfalto
Endurece os corações
Afastando-nos do Todo

Tornando o homem
Para a natureza
Um intruso
E não mais
Parte dela?

Cláudia Anahí

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Que Belo Monte de Coisas

Cacique Raoni chora ao saber da Belo Monte


Que Belo  Monte de coisas profanas

Que Belo Monte de inundações

Que Belo Monte de extinções

Que Belo Monte de extermínio

Que Belo Monte de ambição

Que Belo Monte de eletricidade


Que Belo Monte de vaidade

de cobiça

de morte...


Que Monte de coisas...que de Belo nada tem!




       foto retirada do blog

    As demais fotos foram tiradas do facebook.com/SaveXingu




Cláudia Anahí

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A pressão


Eles não entendem..
Não adianta...
Jamais entenderão!
São homens!

É como se estivesses
Em uma panela de pressão
Onde tudo te irrita
E tudo te incha

Sabes que há algo errado
O mundo gira ao contrário

Ninguém escuta
O grito encarcerado de Chaplin:

"Homens não sois máquinas,
Homens é que sois!"

Ninguém escuta, ninguém sente
Ninguém entende
Ninguém vê
O óbvio!

Só resta ao mundo a dor
E a mim
Chorar...

O pranto inunda incontrolável
O corpo inteiro a soluçar
O corpo inteiro a desinchar...

Porque enfim

Sangra...

E o sangue leva embora

A raiva, a ira, a injustiça, a indiferença
      Os estádios ricos e lotados
      As escolas pobres e vazias,
           a droga,
                  o crack
        a ética sendo dominada
               por ladrões
 A violência acompanhada de palavrões
 contra as mulheres,as crianças abandonadas,
              idosos  maltrapilhos
           jogadores idolatrados
                professores humilhados
          a natureza escravizada
             o índio sem mata,
                  sem pátria,
              os rios poluídos
                sem peixes
                   nem
                 vida
               a morte

         a vida sem sentido

                a burca
                     e

                  a dor

                    de
                   ser

                   M
                   U
                   L
                   H
                   E

                   R

                    .
  

Cláudia Anahí

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quando o Coração Fala




Quando o coração fala
O mundo todo é luz
A paz reina soberana
E todos os corações pulsam
Em um só ritmo

Quando o coração fala
Fala o idioma universal
Dos pássaros
Dos rios e mares
Das folhas, das árvores
Das cachoreiras
Montanhas,  minerais
E animais

Qaundo o coração fala
Somem todos os idiomas
Desaparecem todas as bandeiras

A terra torna-se mais forte
As cores mais vivas
Juntam-se até formar a luz

Com o brilho das almas do homem
E de todas as criaturas
A saúde impera nos corpos
A alegria viaja pelo tempo

A generosidade, a compaixão e a caridade
Trazem a prosperidade e abundância
Formando a  grande teia
Com a união de todos os seres

Quando o coraçao fala
O amor sobressai
Iiluminando todo e qualquer caminho

Quando o coração fala
E o ego
Se cala.

Cláudia Anahí

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Oigo El llamado


Oigo el llamado
De los espiritos del bosque
De los árboles y manantiales
Y también de los animales

Yo oigo el llamado de Gaya
Que avisa su furia materna
Dando señales de agonía
Protesta a través de los volcanes
Inundando de cenizas
Lo que debería ser
Apenas el camino de los pájaros

Oigo el aviso de Pachamama
Cuando sus ríos inundan en tempestiva ira
Las tierras mantenedoras del bosque
Que sostenía los ríos
Antes serenos
En busca del mar
Alimentando el hombre
Aquel que solo debería amar


Yo escucho el alerta
Cuando los deslizamientos terminan con vidas
Que deberían estar en tierras propicias
Y no donde los árboles
Sostienen la vida en las laderas

Yo oigo la angustia de las florestas
Cada vez en menor escala
Consiguen absorber el carbono expelido
Para aquellos que dañan lo esencial
Para consumir lo superfluo

Yo oigo el clamor de las Guardianas
Del agua que nutre y hidrata
La cura de enfermedades
Los secretos que serán descubiertos

Yo oigo el llamado de la Madre Naturaleza
Que en el silencio nos llama devuelta
Para hacer parte de la grande familia
Red de la vida
Llamada Planeta Tierra!

Claudia Anahí

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eu Ouço o Chamado






Eu ouço o chamado
Dos espíritos da floresta
Das árvores e mananciais
E também dos animais


Eu ouço o chamado de Gaia
Que avisa sua fúria materna
Dá sinais de agonia
Brada através dos vulcões
Inundando de cinzas
O que deveria ser
Apenas o caminho dos pássaros




Eu ouço o aviso de Pachamama
Quando seus rios inundam em tempestiva ira
As terras que antes mantinham a mata
Que sustentava os rios
Antes serenos
Corriam em busca do mar
Alimentando o homem
Aquele que só deveria amar


Eu ouço o alerta
Quando deslizamentos acabam com vidas
Que deveriam estar em terras propícias
E não onde as árvores
Sustentavam a vida das encostas





Eu ouço a agonia das Florestas
Que cada vez em menor escala
Conseguem absorver o carbono expelido
Por aqueles que danam o essencial
Para consumir o supérfluo



Eu ouço o clamor das Guardiãs
Da  água que nutre e hidrata
Da cura de nossas doenças
Dos segredos a serem descobertos


Eu ouço o chamado da Mãe Natureza
Que no silêncio nos chama de volta
A fazer parte da grande família
Da teia da vida
Chamada Planeta Terra!

Cláudia Anahí


Se você escutou o chamado e é brasileiro: Assine!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Homenagem na Viagem

Mais uma vez agraciada com uma homenagem no blog A Viagem! Obrigada pela homenagem e pela preocupação com nossas florestas e nosso querido Xingu!



http://aviagem1.blogspot.com/2011/10/obrigada-por-sua-visita-seu-comentario.html

sábado, 22 de outubro de 2011

Que Chegue Logo esse Dia!


Cinco Siglos Igual - Leon Gieco


                                 Todas as fotos foram tiradas do facebook.com/ SaveXingu



Já dizia Gieco
Cinco séculos igual
Com todo nosso crescimento
Tantos descobrimentos
E desenvolvimento
Ainda hoje seguimos igual
Continuamos o devastamento
De nossas florestas e matas
E fazemos da natureza
Nossa maior escrava


Cinco séculos depois
E continua a mesma batalha
Dos nossos irmãos por sua terra
Por sua cultura
Por sua história calada


Que chegue logo esse dia
Em que a mudança chagará
Onde o branco de joelhos
Encontre no índio
Seu maior esteio





Que chegue logo esse dia
Em que todos seremos como eles
Unos com a mãe terra
E que no silêncio se aprenda
A escutar, preservar e respeitar



Que chegue logo esse dia
Que patriotismo não se reserve apenas ao futebol
E a bravura desses homens
Seja para proteger nosso patrimônio verde
Nossos irmãos
Nosso pulmão
E nossa Agua Limpa!



Que chegue logo esse dia
Em que os índios saim das poesias
Das músicas, quadros e esculturas
Que saiam das estradas, do abandono
E do esquecimento



Para estar lado a lado
Do branco e do negro
Todos iguais
Todos Um
Imersos na natureza e no silêncio!


Cláudia Anahí
Todas as fotos foram tiradas do facebook.com/ SaveXingu

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Confusão de Identidad


Essa confusão de identidade
Me acompanha até hoje
Nasci do lado de lá
Me criei do lado de cá

Aprendi a falar uma língua
Me eduquei falando outra
Cresci comendo tortillas
Me deliciei no feijão e arroz

Nasci perto de Livramento
Mas é de Caçapava do Sul
Que levo o melhor momento

Chimarrão  com meu pai
Mate dulce con la abuela
Churrasco de picanha no domingo
Asado de cordero en vacaciones

Ouvir canciones y poesias en el Teatro Solis
Me extasiar com a música do Teatro São Pedro
Passear de havaianas pela praia
Caminar de alpargatas en la rambla

Quando chove : bolinhos de chuva
Pero si llueve...Torta Frita!


No carnaval
Botar o bloco na rua
O seguir las murgas por la calle
Ter o samba no pé
O el candombe en las caderas

Assim levo a vida dividida
não sou de lá nem de cá
numa terra - quem me dera! - sem cercados
mucho menos alambrados

Levo a saudade no peito
Do sonho de uma América inteira
Onde eu ande bem faceira
En la Pátria Grande
Sem fronteira.

Cláudia Anahí

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Vítima


Quando o óbvio se apresenta
E não queres ver
Quando as verdades te falam
E não queres ouvir
Quando a palavra precisa te incita
E não queres falar

A vida te joga uma enxurrada
De realidade
Te isola na água gelada
te deixando atordoada
Dizendo:

ACORDA!!!!

É então que te perguntas
Como a mais vítima das vítimas...

Por que comigo?
Por que eu?
O que eu fiz para merecer ?

Não é essa a questão!!!
A pergunta é:

O que você não fez?

O que você recusou enxergar
Ouvir ou sentir?

O QUE VOCÊ CALOU????

Cláudia Anahí

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lançamento Lampejos diVersos

Convido para o lançamento do livro em que participo com alguns poemas!
Este livro é o resultado da união de
 "pessoas que costumam lançar um olhar raro sobre o cotidiano!"

Para adquirir é só clicar no blog da editora.

Para ver melhor é só clicar na imagem!


http://editorapandion.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia e noite juntos



Momentos mágicos acontecem,
Quando estamos distraídos
Sem notar...

O amarelo do entardecer toma conta de tudo
Como uma bruma em todos os tons
Do amarelo ao vermelho
Te envolve no Todo

Tudo a nossa volta fica assim
Por segundos...
Minutos até...

É o aviso que um dia especial termina
Em reverência se despede
Sublimando  aquele breve segundo
Em que a noite e o dia finalmente ficam juntos

É a maior declaração de amor
Que em resposta a noite nos dá
Depois de enaltecer o sol 


A mais linda noite inicia
Com toda a luz do luar
A brilhar...

Iluminando os apaixonados
Que se amam e se encantam
E se envolvem

Nos tons de azul
Que a lua cheia oferece
Venerando
O astro rei que se foi!!!


Cláudia Anahí

domingo, 9 de outubro de 2011

Palavras poemas e poetas

Recomendo este blog, é um espaço de poesias e um encontro de poetas.
Fui agraciada com a postagem de um poema meu. Agradeço de coração e envio beijos de luz!!
Ótimo passeio a vocês em "palavras poemas e poetas"!!!Espaço aconchegante e acolhedor.
Bom domingo a todos!


http://palavraspoemasepoetas.blogspot.com/


Cláudia Anahí

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brisa


Uma brisa
Chegou sem aviso
Sem pedir licença
Com delicadeza

Retirou o véu que fazia do meu mundo cinza
Que escondia a beleza...
Aquela que flui da alma
De todo artista
Que tem o poder de mostrar
As sutilezas
Que retinas comuns não podem ver

Essa brisa tomou conta do meu viver
Me envolve e me afaga
Em cada palavra doce e suave
Mostrando o sol de cada dia
Inundando de energia a magia
Que vive em mim
E me faz voar...


Cláudia Anahí

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um Par de Asas


Um par de asas
Para voar o além mar
Para inspirar  e alegrar

Um par de asas que me leve ao fundo da alma
Que me traga a mesma calma
Quando me entrego à paz

Alço vôo no meu mundo
Onde crio fantasias
Que  torna real
O amor incondicional

Com o par de asas
Lá de cima
Vejo a samsara
Como um formigueiro cego
Frenético e enlouquecedor

Graças a essas asas
Posso experimentar
O prazer de ser feliz

Cada vez que eu  encontro
Em mim
A inabalável certeza
Que tenho olhos para ver
E um coração para sentir
Além, muito além do medo

Que escraviza os sonhos
E paralisa o viver!


Cláudia Anahí

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vento em ciclos


Assim como o vento traz
Algo inesperado
E jamais pensado

Assim como a vida dá voltas
Sempre voltando ao final
Trazendo um novo começo

Assim tu virás com o vento
A mudar todos os meus rumos
Num redemoinho de emoções
Uma tempestade de ilusões
Até encontrar o meu prumo

E juntos
Entregues  à correnteza da vida
A nós
Mais  um ciclo se mostrará
Para um novo começar
Que a maré nos trará


Cláudia Anahí

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu sou


Muitas vezes sou guerreira
Enfrento o que vier
De cabeça erguida
E olhar em frente

Muitas vezes sou frágil
Me perco em maus pensamentos
Me entrego ao mau momento
Em um casulo me fecho
Espero o cinza apagar
Para ver o sol brilhar

Muitas vezes sou sábia
Quando a palavra cala
E o silêncio fala

Percebo ser indispenável
Toda e qualquer superação
Ser inabalável na impermanência
De todos os momentos
Em todos os tempos
Que carrego em mim

Sou responsável pelo olhar do mundo
Reflexo do meu ser
Sou o que vejo nos outros
Recebo o que ofereço
Colho o que plantei!

Cláudia Anahí

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Hino do Rio Grande do Sul





Letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

domingo, 18 de setembro de 2011

Ser do Sul

Estamos na semana farroupilha,
 semana esta que lembramos quem somos,
 gaúchos,filhos desta terra de que tanto orgulho temos




Ser do sul
É ter orgulho do seu chão
Da sua cultura
De seu povo
Da sua história

Dançamos as mesmas danças que nossos antepassados
E com as mesmas vestimentas
Louvamos a nossa bandeira
Cantamos nosso hino de  amor
À nossa terra trigueira


Ensinamos aos nossos filhos
Os valores que aprendemos na infância
 E trazemos para a cidade
Os costumes da velha estância

Chimarrão no fim da tarde
E o churrasco no domingo
No ritmo  do bombo leguero
Escutamos os versos campeiros
Que nos lembram de onde viemos
E nos indica para onde iremos!



Cláudia Anahí

sábado, 17 de setembro de 2011

Tempo de Reconstruir


Compaixão
É o que podemos ver nos olhos e atitudes das pessoas
Ao ver o mundo chorar
Ao ver a água derrubar
As casas e os sonhos
A esperança e a permanência


Um recomeçar
É o que fica
Se desvendar e iniciar do zero
Se refazer
Se reconstruir

Não apenas as casas e as ruas
Reconstruir o homem
As almas
Os pensamentos e sentimenstos

Isso é o que temos que fazer
Para que a natureza se acalme
Como se acalma nossa mente ao contemplá-la serena

Reconstruir os corações
Que não entendem a impermanência da vida
Reconstruir o modo de pensar
O modo de agir
O modo de sorrir
E de sentir

É tempo de reconstrução
Não do externo
Mas do interno
Começa por nós
Pelo pensamento
E também pelo sentimento

Para que tudo ao nosso redor
Emane paz
Amor
E luz!

Cláudia Anahí

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Casa


Ambiente aconchegante
Acolhedor
A minha cara
A tua cara
Nossa casa

Casa de tijolo
Casa de barro
Casa de telhas e madeira
Casa de casal, casa de filhos
Filhos sem casal
Filhos com mãe
Filhos sem pai
Filhos com mai
Filhos com pãe
Pais sem filhos
Filhos sem lar
Casal sem par

Pedra, madeira tijolo
Carater, moral e respeito
Fundações paredes e telhado
Amor, autoestima e carinho

Seja como for
Com alegria e cheio de cor
Com flor
E muito amor
Nossa casa
Será sempre
O espelho  da nossa alma
E do nosso coração!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quem és pra mim


Quando o amor é puro e livre
Ele nutre a alma
Aquece o coração
Libera as mais elevevadas emoções

Haja o que houver
Eu espero
Serena e feliz
Pois o amor que tenho em mim
Liberta o ser amado
E o que  exala do coração
O proteje e o acompaha


Saber quem és para  mim
Me fortalece
Mesmo estando longe
Mesmo que não saibas
O que tenho em mim
Levarás para sempre
O sentirás
E o multiplicarás!

Cláudia Anahí

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Meu Amor Por Mim

Não sou uma alma que chora
E sim
Uma alma que aflora

Sou uma alma que adora
Ser tal qual a  flor
Que a cada amanhecer
Tem como companhia
O orvalho e seu frescor

Sou uma alma que voa
Até os confins do universo
E faz mover com meus versos
Os corações em esplendor

Com minha alma
Escuto os sons
A música  e a dança
Que movem meu corpo
Por pura emoção!

Sou  criadora do meu mundo
Onde vou em um segundo
Ao encontro de outro ser

Sou o todo e sou o nada
Capaz de me embriagar aos poucos
Com o  perfume do vento
E a beleza de uma flor

Me emociono com a cor
Do arco-íris que levo
Cada vez que venero
A natureza e o seu valor

Sou uma alma que chora
De alegria e não de dor
Por possuir  essa magia
Que me traz um novo amor!

Cláudia Anahí

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ninho Vazio


Triste sina de ser mãe
Pois tens que criar
As asas de teus filhos
Deves passar a eles
A força e a coragem
Para saber voar

Pensas até em cortar suas asas
E mantê-los sempre
Protegidos pelas tuas

Mas sabes
Que esssa
Não é a função das mães

Então procuras novamente
A força gravada em ti
Para segurar teu filho com firmeza
E lança-lo ao ar
Gritando

Voa filho, Voa!
Voa alto!
Voa longe!

E por favor...
Não olhe para atrás,
Jamais olhe para atrás...

Com o coração dilacerado
Precisas ordenar que não volte
Que siga seu rumo!

Para que jamais perceba
Nos olhos da sua mãe
A dor e as lágrimas
Que o peito oprimido provoca
Ao ver seu ninho...
Vazio!

Cláudia Anahí

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sementes


O que é a vida?
É um passar simplesmente
Sem deixar sementes?

É um acumular
Riquezas e supostos amores
Nobreza ou pobreza?

Penso que a vida é mais do que isso

É oportunidade de aprender
A não só passar pela vida
Mas aproveitar cada segundo
Cada átomo fecundo

É perceber que somos Um
Todos ligados e interligados
É saber que mesmo sem querer
Despejamos sementes

E essas sementes, renascerão
Belas e formosas
Ou feias e manhosas
Juntando-se a seus semelhantes
Fortalecendo e aumentando o quer que seja

Cuidado com as sementes que despejamos pelo mundo!
Elas crescerão e se multiplicarão

Que sejam sementes de pensamentos
De sentimentos
Que fortaleçam
A luz e não a sombra
A paz e não a guerra
O amor... jamais o ódio!

Cláudia Anahí

domingo, 28 de agosto de 2011

Todo o Nada

De un hombre
Quiero todo su mirar
Fijo a mis retinas

Quiero todo su calor
Todo su sabor
Su toque, su aroma
Su aliento en mi oído
Quiero todo su cuerpo

Pero eso...
No me basta!

Quiero toda su mente
Quiero toda su alma
Quiero toda su energia fundida en la mía!

Ya sé...
Que no se encuentra en cualquier esquina
Quizás
Pasarás una vida sin lograrlo
Entonces
Como no puedo tenerlo a TODO...

Me quedo sin nada
Sola con mis pensamientos
Y mi espejo!

Cláudia Anahí

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Alegria Plena


Dizem que existe vida dentro de ti
Que não é  a tua
Duvidas...pois nada sentes

Até que teu corpo muda
E mudam também teus desejos
E sentes no teu ventre
Movimentos que não são teus

A tua barriga cresce
E cresce também teu sentir

Constróis o ninho

Até que chega a fisgada
Anunciando com a água que escorre
A chegada do novo ser

Então percebes

A força do universo nas entranhas
E passas a respirar sem fôlego
E a sentir a dor a te empurrar
Com o vigor da natureza
Que não imaginavas possuir

E quando pensas não aguentar mais
Depois de um último urrar

Desvaleces...

Escutas então
O choro da vida
Que grava em ti
A força de ser mãe

Que faz a dor sumir
Que cala o choro
E dá lugar ao riso...

É que

A  Alegria...

Nasceu!


Cláudia Anahí

sábado, 20 de agosto de 2011

Perdão




A mais difícil
É a jornada do perdão

Como perdoar quem te deixou sem chão?
Quem te enganou e te traiu
Dizendo com palavras,
E apenas com palavras
Que o amor entre duas almas
É real e verdadeiro

É aí que compreendes
Que nada sabes sobre o amor!
Pois como dizem os poetas
E as palavras de Deus

O amor é a descoberta
Que liberta
E jamais aprisiona

Então percebes, estupefacta!
Que nada sabes sobre o amor!

E a dor te ensina
Que tu
Que nunca traístes, nem mentistes
Também...
Nunca conhecestes o amor

É então que a jornada termina
Com o perdão no fim da estrada
Te esperando como um pai a seu filho
Que finalmente aprendeu a lição

Que antes de perdoar ao outro
Tens que aprender
A perdoar
A ti mesmo

Cláudia Anahí


Teoria e Prática




Como é fácil a teoria
Como é difícil a prática

O saber e o conhecimento
De nada valem
Se a prática
Não os valida

Mas...e o medo?
Como supera-lo?
Como o  isolar
Para que possamos nos atirar?

Temos a teoria
Mas a ironia
Do destino
Te tira do eixo
E te abandona
Na agonia

E só o que fica
É o que poderia ter sido.....
E não foi!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Proporção


A procura da exata proporção
Está na natureza do homem
A procura do equilíbrio
Entre o céu e a terra
Entre o paraíso e o inferno
Entre o racional e o clamor do coração

A busca da divina proporção
Do  corpo e  alma
Do real e do imaginário
Da ilusão e a ficção

É só no silêncio da mente
Que a gente sente
O equilíbrio do Um
A natureza total em nós

Pois nos tornamos essa áurea proporção
Onde estão os ciclos da história
A evolução da espécie
E a multiplicação
Da vida!


Cláudia Anahí

domingo, 14 de agosto de 2011

Porto Seguro


 
Nelson Hugo Larrosa - O melhor pai que alguém poderia sonhar ter!

                               

Fiquei sem âncora
Num porto ilusório
Remei com pressa
Para meu porto seguro

E estava lá
De braços abertos a me esperar
Com suas palavras sábias
A me consolar

Me reconstruí
Para recomeçar
A nova jornada
Que começa a se mostrar

Mas...as torres imponentes
do meu porto
A força e a coragem
O alento e o consolo
Adoeceram
Tornando-se frágeis

Largo tudo e me ponho a cuidar
Quem sempre cuidou de mim

Mas eu cochilei...
E no meu cochilo
A sombra da morte se aproximou

Acordei quase a tempo...

Lutei por quatro dias
Quatro longos dias
Segurando o fio de prata
Que estava quase a se partir

Como Ulisses
Aprendi que nada somos
Além de humanos sem poder...

Fiz a escolha que ele faria
O meu sofrimento
Jamais o dele

De joelhos
Entreguei o fio
Ao Grande Oceano do Um
Decretando,
Ainda esperando milagres,
Que seja feita a Vossa vontade

Em minutos, Sua vontade se fez
Perdi os sentidos...

Me atirei no Grande Oceano
A seguir meu pai
Para ser levada pela mão
Como ele fez nesse mundo

Não consegui alcança-lo
Pois os gritos me laçaram
E me trouxeram de volta

Mãe! Mãe!
Olhos assustados
Carentes e medrosos
Olhando em mim
Um norte, um porto, um prumo...

Voltei a sentir
As forças entranháveis do Universo
A me levantar
E a me colocar
Imponente
Em frente ao leme

Acontece então o milagre.
Não o que eu queria
Mas o que estava escrito

Começo a navegar
E a viver
Sim, porque navegar é preciso
Mas para mim
Viver também é!

Cláudia Anahí

sábado, 13 de agosto de 2011

Sorriso


O sorriso de um filho
É como bálsamo benfazejo
Acalma a alma
E limpa a aura

O brilho no olhar
A confiança na vida
A busca do melhor em si
A superação dos medos

Traz o  riso que iliumina
A continuação da batida
Do teu próprio coração
Que voa longe de ti
Na conquista de outro chão!


Cláudia Anahí

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lágrima de um filho


A lágrima de um filho,
 É como ácido no coração de uma mãe
Corrói mortalmente, mata as esperanças
Não existe dor maior
Que ver seu rosto em sofrimento
Que a tristeza no peito alheio e a impotência frente a isso

Queres gritar, urrar, correr, matar se for preciso,
Qualquer atitude farias
Para trazer de novo  aquele sorriso
Em seu rosto puro e inocente

Mais uma vez a espera....
A quietude frente ao imutável
Nada a fazer
Seja o que for é irrelevante

Ele tem que superar sozinho
Ele tem que aprender que o sofrimento
Serve para crescer e evoluir
E aprender que o sorriso
Só depende dele

Ele deve aprender a ser homem e superar por si
Aprender que não se pode ser vítima a vida inteira
Que vítimas não existem
Que somos nossos próprios algozes

Deve aprender que se quiser que algo seja diferente
Terá que fazer a diferença
A pena e o choro nada realizam
Só fragilizam

Respiras fundo procurando nas profundezas do teu ser
Mais uma vez as forças do universo
O olhar firme e confiante
Que reflita a força
Que ele tem dentro de si
Para dizer


Filho!
Estufa o peito
Respira fundo e vai!
Enfrente a vida
Derrote os medos
E voe livre!!!


Cláudia Anahí